5 ameaças à segurança da informação para ficar de olho

Ameaças à segurança da informação

Anualmente, empresas especializadas em segurança digital divulgam relatórios com as principais ameaças que são detectadas em meios corporativos e domésticos. Esses documentos são utilizados por gestores de TI para redefinir as suas estratégias de proteção e evitar prejuízos – que, em certos casos, podem ultrapassar as dezenas de milhares de dólares.

Nesse cenário, a melhor estratégia é a prevenção. Sistemas de monitoramento, boas práticas e uma sólida política de segurança e privacidade são essenciais para impedir que hackers explorem vulnerabilidades e para que os sistemas internos sejam confiáveis. O primeiro passo para a defesa e a garantia de uma boa segurança da informação é saber quais são as possibilidades de ataques e perigos. Você sabe quais são as principais ameaças aos sistemas corporativos modernos? Continue a leitura e descubra!

1. Uso de DDos para obtenção de dinheiro

DDOs

Os ataques do tipo DDos utilizam redes de computadores zumbis para gerar um grande número de requisições momentâneas em uma página ou serviço web. Dessa forma, o acesso a um site fica comprometido e, em alguns casos, inviabilizado. Esse é um tipo de problema frequente e que, em muitos casos, é utilizado para extorsão financeira.

Para se prevenir, gestores de TI podem adotar firewalls e sistemas de monitoramento de rede que detectam automaticamente IPs suspeitos. Uma vez que um número incomum de requisições é detectado, as ferramentas de segurança são acionadas para bloquear os acesso de um local ou máquina específico. Além disso, investimentos em sistemas web mais escaláveis podem ser feitos, permitindo a ampliação da capacidade de acesso de ferramentas que estejam sendo afetadas pelo ataque DDos.

2. Ataques virtuais direcionados

Ataques virtuais

Conhecidos como APT (Advanced Persistent Threat, ou Ameaça Persistente Avançada, em tradução livre), esse tipo de ataque atinge empresas e vulnerabilidades específicas por meio de complexas técnicas de engenharia social e phishing. As APTs tornaram-se conhecidas nos últimos anos, quando grandes corporações e órgãos do governo passaram a ser alvos de ataques construídos de acordo com a sua infraestrutura digital. Nesse sentido, os APTs são difíceis de serem detectados e podem causar grandes prejuízos para a organização.

Um ataque direcionado ocorre por meio de várias etapas. Inicialmente, hackers rastreiam as vulnerabilidades da empresa e instalam vírus e malwares que permitem o acesso à rede corporativa. Concluída essa parte, eles trabalham para implementar ferramentas auxiliares que facilitem a coleta e captura de informações relevantes. Assim, uma vez que os dados sejam obtidos, os rastros são apagados e uma “porta” para acessos futuros é mantida.

A prevenção aos ataques direcionadas é feita em duas frentes. Uma é o treinamento de funcionários, que devem ser instruídos a terem boas práticas de segurança digital. A outra é a reformulação das políticas de segurança digital, ampliando as ferramentas de segurança como sistemas de monitoramento e detecção de malwares.

3. Uso indevido de equipamentos

Uso indevido de equipamentos

A popularização dos smartphones está mudando a forma como empresas de vários mercados lidam com as suas rotinas internas. Atualmente, celulares são encarados como ferramentas de produção, que permitem a edição de documentos corporativos em ambientes diversos, aumentando a mobilidade de profissionais de várias áreas.

No entanto, ao mesmo tempo em que os smartphones passaram a ser um vetor da flexibilização de várias rotinas operacionais, eles também permitiram a criação de um grande conjunto de vulnerabilidades. Uma vez que funcionários passam a armazenar arquivos em sistemas que não estão protegidos com criptografia – e que se tornam acessíveis para qualquer pessoa que possua o aparelho em mãos. Isso expõe a empresa a uma série de riscos que podem e devem ser evitados por meio de rotinas de controle maiores e treinamentos constantes.

4. Adoção do BYOD mal feita

BYOD

O BYOD (Bring Your Own Device, ou Traga o Seu Próprio Dispositivo) é uma política operacional que está sendo adotada em todo planeta. O seu principal objetivo é aumentar o incentivo a equipamentos de TI pessoais dentro do ambiente corporativo. Com isso, empresas buscam diminuir os seus custos com troca de computadores e smartphones ao mesmo tempo em que aumentam o grau de satisfação de seus usuários.

No entanto, quando uma empresa migra as suas rotinas corporativas para uma baseada no BYOD sem se preocupar com a segurança de seus ativos, os seus dados internos podem ficar expostos a vários tipos de ataques. Gestores devem criar rotinas de controle de acesso e restrição de uso de aparelhos que sejam capazes de diminuir o impacto que um aparelho com a segurança fraca possa causar dentro da rede corporativa. Dessa forma, todos os profissionais poderão adotar os seus próprios computadores dentro do ambiente de trabalho sem que isso comprometa a segurança de outras pessoas.

5. Internet das Coisas

Internet das coisas

A Internet das Coisas é uma das principais apostas que surgiram nos últimos anos. O conjunto de aparelhos com pequenos sensores de coleta e troca de dados sem fio estão ampliando a quantidade de informações disponíveis para corporações a níveis nunca antes vistos. Entretanto, o que é visto por muitos como uma possibilidade de criação de novos serviços também é apontado como uma grande oportunidade para novos ataques digitais.

Uma empresa que pretende adotar dispositivos da Internet das Coisas dentro do ambiente de trabalho deve reforçar as suas políticas de segurança. Elas devem incluir novas regras de controle de acesso, uso de sistemas de monitoramento e a otimização das configurações de segurança interna. Dessa maneira, gestores podem impedir que uma eventual vulnerabilidade no software de um dispositivo torne-se uma porta de entrada para ameaças diversas.

A proteção contras as ameaças digitais é um trabalho contínuo. Gestores de TI devem sempre atuar de forma proativa, buscando falhas e vulnerabilidades que possam ser exploradas para a captura e roubo de informações internas.

Qualquer computador ou usuário pode tornar-se um vetor de malwares ou outros tipos de softwares maliciosos. Portanto, a política de segurança da informação deve ser ampla. A inclusão de sistemas de monitoramento, ferramentas de prevenção e a divulgação de boas práticas é algo indispensável. Assim, a empresa pode diminuir consideravelmente as chances de um problema na sua infraestrutura digital não ser detectado precocemente.

Agora é a sua vez: na sua opinião, quais são as maiores ameaças à segurança da informação para ambientes corporativos? Deixe seu comentário!

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